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Com Ailton Araújo

Brasil

Voltei à Minha Terra

Lajeado do Bugre

Publicada em 02/07/25 às 17:02h - 95 visualizações

por Ailton


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 (Foto: divulgação)


Depois de tantos anos, voltei à minha terra querida: Lajeado do Bugre.
Ao colocar os pés naquele solo conhecido, senti algo difícil de explicar…
Era como se a saudade sentasse ao meu lado e dissesse: "Vem, que eu vou te mostrar tudo o que você guardou no coração."


Revi o lugar onde nasci…
O cheiro da terra, o som do vento entre as árvores, tudo me dizia: você nunca deixou de pertencer a este lugar.

Passei pelo rio onde eu nadava menino.



A água parecia sussurrar meu nome, como se me reconhecesse.
Ali, fechei os olhos… e um filme começou a passar na minha mente.
Um filme com cenas vivas da minha infância e adolescência:
Risadas, correria, banhos de rio sem hora pra acabar…


Cheguei à igrejinha simples que tantas vezes me viu ajoelhado.
Quantas orações com minha mãezinha…
Quantas lágrimas, quantos agradecimentos…
Naquele banco antigo, a fé da minha infância ainda morava ali.



Caminhei até o lugar da escolinha onde aprendi a ler, a escrever, a sonhar.

Lembrei dos colegas, dos professores, das travessuras…
De como tudo parecia mágico e eterno.


As lavouras onde trabalhei também estavam lá — firmes como as lembranças.
Ali, entre enxadas e sorrisos cansados, aprendi o valor da vida simples,
da luta diária, do pão que vem com suor.



E não podia deixar de ir até os campos onde joguei futebol…
Onde cada gol era um troféu, cada queda uma risada, cada jogo uma festa.
Ali eu vivi a liberdade mais pura da juventude.

A emoção me tomou por inteiro.
Foi como se cada lugar me abraçasse, como se cada lembrança me dissesse: "Você ainda mora aqui."
Relembrei as aventuras de adolescente —
as conversas até tarde, os segredos compartilhados, os sonhos que a gente achava que podia alcançar com as mãos.



Lembrei da minha mãezinha…
Ah, se ela soubesse o quanto ainda vive em mim.
E dos amigos de infância — tantos caminhos diferentes,
mas todos ainda presentes dentro do meu coração.

Voltar foi mais que uma viagem no espaço. Foi uma viagem no tempo.
Um reencontro comigo mesmo.
Com a minha origem.
Com tudo que me fez ser quem sou.

































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